A Escolha do Caminho

By Rafael • • 11 dez 2012

O homem superior ao ouvir sobre o caminho Esforça-se para poder realizá-lo

O homem mediano ao ouvir sobre o caminho Às vezes o resguarda, às vezes o perde

O homem inferior ao ouvir sobre o caminho trata-o às gargalhadas

Se não fosse tratado às gargalhadas não seria suficiente para ser o caminho

Tao Te Ching, cap. 41

Wu Jyh Cherng, Sacerdote Taoísta, Ordem Ortodoxa Unitária, Presidente da Sociedade Taoísta do Brasil

Mestre Maa sempre diz que o Tao não faz julgamento. Dessa forma, quando o homem deseja a vida, o Tao lhe oferece a vida e quando o homem deseja a morte, o Tao lhe oferece a morte. Tao significa Caminho, então se o homem deseja a vida, ele vai fazer o Caminho da vida e se desejar a morte, ele vai fazer o caminho da morte. O Caminho, na verdade, não faz nada, quem faz a escolha do Caminho é você.

Então, o Tao no sentido místico, como Absoluto ou Divindade, não estaria fazendo julgamentos. Ele, simplesmente, age como se fosse um espelho, apenas refletindo a escolha de cada um, enquanto nós vamos simplesmente plantando e colhendo ao longo do Caminho, abrindo caminho e caminhando no destino.

Todos nós estamos no Caminho. Tendo ou não consciência da caminhada, nós estamos caminhando. Por exemplo, ninguém fica o tempo todo pensando: “eu estou vivo, eu estou vivo…”, mas nós estamos vivendo cada instante de nossa vida, sem perceber que estamos vivendo o presente. Na verdade, nós só costumamos perceber isso um tempo depois, através de sintomas como cabelos brancos, rugas, etc.

O Caminho espiritual também é assim e mesmo sem perceber ou ter consciência disso, estamos fazendo o Caminho. Tendo ou não consciência do nosso destino, nós estamos cumprindo, fazendo e projetando o destino: tendo ou não consciência do nosso carma, nós estamos consumindo, criando e projetando nosso carma. Em cada instante da nossa vida nós estamos indo para frente e esse Caminho é um caminho natural porque estamos trilhando nele infinitamente dentro do universo. Nós somos viajantes da infinitude.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *